Não é raro nos depararmos com aquele sentimento de total desperdício de tempo.Passamos por situações em que poderíamos gastá-lo com algo melhor e não temos alternativa.
Seja na sala de espera de um consultório, seja na fila de um banco, na secretaria de uma escola ou no trânsito. E é no trânsito que o “bicho pega”. Você não vê ninguém esbravejando em um consultório ou em uma fila. O máximo que ouvimos é um pequeno e discreto comentário relacionado à demora. Mas nas ruas...
Quando vejo que vou encarar um congestionamento, sinto-me forçosamente convocada para uma reunião de estressados. É gente gesticulando, buzinas incessantes gritando deliberadamente: “saí daí!”.
É muito interessante a que ponto chega a “inocência” humana. Acho que as pessoas recorrem à infância quando se deparam com um congestionamento. Quando crianças, acreditamos que as lágrimas podem convencer os adultos a ceder algo negado. Já os adultos, fazem da buzina uma “arma” na tentativa de que os outros parem de negar o seu direito de seguir em frente.
Mas ela não vai tirar nem um carro do caminho de quem está com pressa, mas mesmo assim, lá está ela: mais buzina!
Não é só o trânsito que está congestionado. As emoções também estão e, é por isso, que voltamos exaustos para casa.
Não adianta procurar culpados. É uma questão de opção. Ou me contamino com a loucura do lado de fora do meu carro, ou faço dele meu refúgio, meu mundinho mágico onde posso ficar comigo mesma, com minhas músicas e a com a minha paz. Mesmo que eu saiba que poderia fazer algo melhor do que estar ali. Tudo na vida tem um lado bom. Basta procurarmos.
Planejo-me para sempre chegar com antecedência em meus compromissos, mas se algo saiu errado, minha boa educação me ensina a dar satisfação, desculpar-me com quem me espera e torcer para que não tenha “quebrado nenhum ovo”.
Se moro em um lugar onde a vida se resume a congestionamentos, infelizmente é o preço que pago por minhas escolhas ou pelo crescimento desordenado. Só não vale ficar murmurando, pois isso faz mal ao coração e à cabeça.
Nos últimos anos vivi em um “conto de fadas” com flexibilidade de horários e deslocamentos. Esta semana voltei ao “mundo real”, do chamado horário comercial e descobri que dez minutos a mais de sono, podem custar sessenta minutos no trânsito. Quase me contaminei, mas fui salva pelo bom senso e pela escolha de viver uma vida menos complicada.
Sobrevivi!
Oi amiga! Acho que eu sei bem do que está falando...
ResponderExcluirDefinitivamente é no transito que nos parecemos mais com bichos! Tenho certeza disso.
Eu faço do meu carro, meu refugio e com uma boa musica, nada me abala! Quer dizer, se pintar uma vontade de ir ao banheiro, tambem viro bicho!!!!beijos, Lu
Mulher, estou imprecionada com a sua capacidade de captar os assuntos e transformá-los em algo bonito pra se meditar e tentar reverter o quadro.
ResponderExcluirHoje de manhã, assistindo Mais VC, falaram sobre o audio livro como opção de relaxamento nas horas em que relaxar parece impossível. Adorei! Vou propor a vc um audio livro!! será ótimo presentear os amigos.
Um grande beijo e até a próxima leitura...
PoPó